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Fonte : NTU

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05/01/2019


Transporte clandestino gera prejuízo de R$ 3 milhões por mês às empresas no AP, diz Setap

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 As empresas de transporte de passageiros no Amapá deixam de arrecadar cerca de R$ 3 milhões, por mês, por causa dos “carros piratas”. A alegação é do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setap) que intitula o serviço clandestino como “câncer” para o setor e pede intensificação das fiscalizações pelo poder público.

 

Em Macapá, a prática, também chamada de “lotação”, tem se tornado cada vez mais comum. A abordagem ao passageiro é feita geralmente nas paradas de ônibus. Nas rodovias é frequente o movimento de carros que cobram uma taxa aproximada do valor da passagem dos ônibus.

Mas a atividade é ilegal. De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, o condutor que realiza o transporte clandestino comete infração, pode perder pontos na carteira e ter que pagar multa.

 
Na Rodovia JK a prática tem se tornado cada vez mais comum — Foto: Rede Amazônica/Reprodução Na Rodovia JK a prática tem se tornado cada vez mais comum — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Na Rodovia JK a prática tem se tornado cada vez mais comum — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Além das abordagens nas rodovias para a linha metropolitana Macapá-Santana, os motoristas clandestinos oferecem o serviço também para o perímetro urbano da capital e intermunicipal.

“Essa situação do transporte clandestino é praticamente um câncer que está se alastrando aqui dentro do Amapá, na linha metropolitana, urbana e intermunicipal. Hoje, quase 50% dos passageiros estão sendo transportados por esse câncer. Isso representa perdas em milhões para as empresas, que já estão em situação bem delicada”, manifesta Décio Melo, presidente do Setap.

 
Décio Melo, presidente do Setap — Foto: Rede Amazônica/Reprodução Décio Melo, presidente do Setap — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Décio Melo, presidente do Setap — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Melo destaca que a pirataria é somente um entre os problemas enfrentados pelas empresas de ônibus.

“Já tem o problema da malha viária, tem a nossa tarifa que está defasada e ainda por cima tem a situação da pirataria que transporta o passageiro pagante. Para mudar esse quadro, basta as autoridades competentes fiscalizarem, estado e município. Eles têm fiscalizado, a gente não pode esquecer isso, mas acho que precisa ser mais eficaz. Quando a CTMac e o Setrap entram em ação, os piratas dão uma maneirada”, completou.

A Companhia de Transporte e Trânsito de Macapá (CTMac) informou que, em relação ao transporte intermunicipal, a fiscalização é de competência da Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap). Dentro do perímetro urbano de Macapá, a CTMac disse que tem feito inúmeras operações para coibir a prática de transporte ilegal de passageiros.

 
Transporte clandestino é oferecido nas paradas de ônibus — Foto: Rede Amazônica/Reprodução Transporte clandestino é oferecido nas paradas de ônibus — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Transporte clandestino é oferecido nas paradas de ônibus — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

O jornalismo da Rede Amazônica flagrou vários condutores ofertando o serviço irregular na Rodovia JK, Zona Sul da cidade.

Em uma parada, o auxiliar administrativo Alessandro Cardoso contou que não usa o serviço, mas que reconhece ser uma alternativa para quem precisa.

“A lotação é uma alternativa para a comunidade em geral, porque os ônibus demoram passar e as pessoas têm compromisso, trabalho e acabam pegando esse transporte. Eu não pego, até porque não faz parte da minha rota, mas para as pessoas que vão para Santana sim, eu pegaria. Mesmo com os riscos, as vezes é necessário”, pontuou o trabalhador.

 
Maria da Conceição Soares alerta para os riscos do transporte irregular — Foto: Rede Amazônica/Reprodução Maria da Conceição Soares alerta para os riscos do transporte irregular — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Maria da Conceição Soares alerta para os riscos do transporte irregular — Foto: Rede Amazônica/Reprodução

Já a dona de casa Maria da Conceição Soares lembra dos riscos aos quais as pessoas podem se submeter, ao entrarem em um veículos desconhecidos e sem autorização legal para o transporte de passageiros.

“Eu não uso não. A gente não tem segurança. Se a gente é cidadão de bem não pode usar. Eu tenho o meu passe, que é um direito que a gente tem e eu uso ele, é mais seguro. A gente sabe que muitos usam esse tipo de transporte porque necessitam, mas a gente tem que evitar”, alertou.

 

G1 Amapá

 



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