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Fonte : NTU

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18/08/2010


Transporte Alternativo pode aumentar problemas no trânsito de Macapá

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Ao anunciar o desejo de implantação de um sistema de transporte alternativo em Macapá, a Prefeitura lançou mais do que propostas, uma série de questionamentos. Especialista em transporte, o diretor do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros - SETAP, Antônio Carlos Correa, alerta que o assunto é extremamente delicado e que se for mal conduzido poderá transformar o trânsito da cidade em um verdadeiro caos.
 
O último encontro entre o Setap e a administração municipal ocorreu no dia 09/08 durante audiência de conciliação realizada na 2ª Vara Cívil. Na ocasião, a Prefeitura desistiu da ação que visava a retirada da gestão do Novo Sistema de Bilhetagem Eletrônica mantida pelo Sindicato, bem como abriu mão da taxa de gerenciamento no valor de 6% da arrecadação das empresas, pago à Empresa Municipal de Transportes Urbanos – EMTU desde a sua criação. Além disso, o Prefeito apresentou inesperadamente, o desejo de implantar um novo sistema de transporte de passageiros na cidade, paralelamente ao praticado pelas empresas de ônibus.
 
Sobre as especulações em torno do assunto, diversas categorias passaram a emitir as mais variadas opiniões. Seguimentos como moto-taxistas e taxistas manifestaram preocupação com o impacto que tais medidas podem causar sobre a atividade econômica por eles desenvolvida. A crítica concentra-se especialmente na incapacidade do município em fiscalizar o chamado transporte clandestino.
 
Para o especialista em transporte, Antônio Carlos Corrêa, o assunto merece ser tratado com responsabilidade, pois o impacto sobre o trânsito será muito grande, comprometendo ainda mais a mobilidade na cidade de Macapá. “Uma empresa de ônibus transporta aproximadamente 100 pessoas ao mesmo tempo, logo, ocupa menos espaço no trânsito e pode ser melhor gerenciado com corredores exclusivos. Os demais veículos, como taxi – lotação, kombis e vans, como foi anunciado ficarão amontoados em busca de passageiros, prejudicando o trânsito de um modo geral”, avalia.
 
Para ele, a EMTU não apresenta uma proposta concreta de melhorias para o transporte coletivo e a discussão não prioriza aspectos técnicos e operacionais. “Reconhecemos a necessidade de melhorar os nossos serviços e vamos fazer, mas a EMTU, que é órgão gestor tem a obrigação de apresentar um estudo apontando as deficiências e demandas de passageiros. Para isso, é necessário que se faça uma pesquisa de origem e destino para mapear os pontos nevrálgicos”, disse.
 
Como exemplo, o especialista cita o caso atual na cidade de Belém. “Lá está em fase de regulamentação o transporte alternativo complementar. Será feito apenas por micro-ônibus em regiões não atendidas pelo transporte convencional. Isso é viável e pode ser feito em Macapá, mas é preciso parceria e compromisso público. Do jeito que estão falando, o que será implantado aqui acabará transformando as ruas e avenidas em corredores inseguros à caça de passageiros,  comentou.
 
Para o dirigente do Setap, outro grave problema está justamente na dificuldade de fiscalização do órgão gestor. “Embora, tenha empreendido esforços no sentido de ampliar o quadro de funcionários, sabemos que a EMTU não terá condições de acompanhar a chegada dos clandestinos. Caso o assunto não seja rigorosamente avaliado por todos, poderemos ter em breve uma situação irreversível. Além do mais, Kombis e Vans estão sendo banidas do transporte de passageiros urbano em razão da segurança. Implantá-las em Macapá seria um retrocesso”, finalizou.
 
ASCOM / SETAP
Contato: 8126-6005



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