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20/12/2010


Transporte clandestino faz mais uma vítima fatal

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Na última sexta-feira (17), por volta das 15h30, a lamentável estatística de mortes no trânsito aumentou. Já morreram este ano em todo o Estado, 118 pessoas. Dessa vez o acidente aconteceu no km 54 da BR-156, quando um veículo de transporte clandestino de passageiros vindo de Oiapoque para Macapá, colidiu frontalmente com uma pick-up que fazia o percurso em sentido contrário.
 
De acordo com informações dos sobreviventes, a barra de direção do veículo teria quebrado, resultando na colisão. Um dos passageiros, Maria Madalena Nunes de Freitas, 58 anos, não resistiu ao impacto e faleceu no local. Outros seis ocupantes do veículo foram socorridos e levados ao Hospital de Emergência da capital. Esta não é a primeira tragédia envolvendo veículos de transporte clandestino. Em setembro do ano passado o motorista de uma pick-up Hilux, que também trazia passageiros do interior, dormiu ao volante e colidiu com a traseira de um caminhão, na chegada à Macapá.
 
O Presidente do Sindicato de Transporte de Passageiros do Amapá – Setap, Paulo Dartora, alerta que desde 2008 o Sindicato denuncia o transporte ilegal. “Lamentavelmente o Poder Público não tem demonstrado interesse em coibir esta prática. Hoje a situação chega a níveis vexatórios, com operadores do clandestino atuando livremente no Terminal Rodoviário de Macapá. Eles abordam os passageiros dentro dos terminais, seduzindo-os com a promessa de transporte mais rápido”, afirma.
 
O transporte clandestino é inseguro, pois não passam por qualquer espécie de fiscalização. Não há controle sobre a habilitação e qualificação dos condutores para guiar veículo de transporte de passageiros. “Além do mais, os carros não passam por revisões mecânicas adequadas e não há controle e identificação de pessoas transportadas, enfim, é uma insegurança tremenda arriscar viagem com estes veículos”, alerta Dartora.
 
O prejuízo decorrente do transporte clandestino pode ser avaliado em diferentes níveis. Perde o Estado que deixa de recolher os impostos devidos; as transportadoras legalizadas com a queda de passageiros; os taxistas, que deixam de conduzir os viajantes de suas casas para os Terminais Rodoviários e vice-versa, uma vez que o clandestino não tem limites de tráfego; os trabalhadores perdem seus empregos com registro em carteira por retração do transporte autorizado; e por fim o cidadão, que paga a conta dos prejuízos causados pelos clandestinos, impossível em se tratando de vítima fatal.
 
Enquanto isso, a partir de 2011 os motoristas irão pagar mais caro para retirar o licenciamento do automóvel. A taxa do seguro obrigatório por Danos Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), cujo objetivo é indenizar vítima de acidentes, sofrerá elevação de 15%. “Isso demonstra o quanto devemos nos preocupar com a segurança dos passageiros e o Estado deve fiscalizar, pois arrecada para isso”, explica o presidente do Setap.
 
O reajuste, aprovado pela Superintendência de Seguros Privados (Susep), passa a valer a partir de 1º de janeiro de 2011. Com a mudança, o valor do seguro terá aumento de 7,83% para veículos de passeio, táxis, motos, caminhões e tratores. Para os ônibus e microônibus, a alta foi de 15,04%.
 
O Estado do Amapá revela crescente violência no trânsito e com a livre atuação dos clandestinos, os números tendem a piorar. “Mais uma vez ficam as perguntas no ar: quem pagará o custo desta e de outras mortes que virão? Que impostos esse tipo de serviço gera para o Estado? Que mão-de-obra é empregada? Que segurança tem o passageiro? Que tipo de mercadoria é transportada? Enfim, uma série de questionamentos sem respostas e sem atitudes no sentido de resolver esta situação”, desabafa Paulo Dartora.

Ascom / Setap
www.vtsetap.com.br



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